sábado, 12 de novembro de 2011

Mente pesada





 Nesses meus passos
Sempre errantes
Carrego, sem forças
Pelas mãos,
Minha consciência
Arrastando-a  por esse chão.

( Sousa Neto )

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Enclausurada




Consegue me ouvir,
Alguém aí fora?
Pois frio e escuro
Aqui dentro está,
E esta porta
Não quer destrancar.

Tentei gritar mas, em vão,
Porque parece que ninguém,
Tem a chave para me libertar,
Dessa solidão.


( Sousa Neto.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sem ver o porto





Minha flor
Por que me abandonou?
Pensei que ficaria para sempre no meu jardim
Bem, amor não lhe faltou,
Mas parece que tu,
Deixou de gostar  de mim.

Então, antes que essa outra mão,
Com ímpeto,lhe arrancasse do meu  coração,
Queria que soubesse,
Que raizes da sua flor,
No meu peito se enraizaram.

Agora, um temporal ,
Vejo nos meus olhos se formar
Pois noto que essa dor,
Ainda não consegui superar.

Portanto,sem ver o cais
Encaro essa tempestade em alto mar:
A falta que tu me faz.



( Sousa Neto )

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sempre reflito








Fico aqui pensando:
é mesmo, eu só penso em  pensar,
nos meus pensamentos  viajar.
Receio até de louco ficar,
pois  quando  comigo começam a conversar,
 não consigo só nesta pessoa ,atenção prestar.


Logo me distraio, sonhando de olhos  fechados ou abertos,
e  em meus devaneios, de acordo com o meu desejo,
coloco tudo que está errado nesse mundo, no lugar certo,
e assim, faço dele para viver ,um lugar correto.


Mas do jeito que esse planeta está indo,
prefiro fechar os olhos ,para não enxergar a realidade,
de que o ser humano anda praticando tanta crueldade,
e dormindo, continuar com essa fantasia me iludindo.

( Sousa Neto)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que a chuva traz


Estava alí  fora, sentindo além dos gélidos pingos de chuva que caíam, a nostalgia, que ela me trazia. E enquanto olhava para uma poça d’água, que refletia a luz do poste bem na minha cara, e o que me deixava perceber que a neblina ainda continuava, eu pensava: naquela noite, daquele ano, que a gente colado  vivia, que fortemente chovia, e nós, com mais uma das loucas  ideias  suas, nos despimos e corremos para chuva pelados, rindo um do outro, correndo para um lado e para o  outro, feito dois loucos, e quando o meu queixo batia de tanto frio que eu sentia, com seus beijos intermináveis  tu me aquecia, e eu logo bem ficava. Daí depois, como duas crianças, tu atrás de mim corria, e eu fugia, me escondia, no meio daquelas plantas vivas, que ao nosso jardim pertencia. Então, você me achava, e como era noite, a gente se esquentava e  alí  mesmo se amava. 
    
Essa foi para mim, uma das noites mais lindas, divertidas e inesquecíveis que vivi com tu. E hoje, quando chove, me vem na cabeça esse momento que juntos vivemos, e no peito, a saudade de tu, que é tudo o que tenho aqui dentro.




(Sousa Neto)