segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que a chuva traz


Estava alí  fora, sentindo além dos gélidos pingos de chuva que caíam, a nostalgia, que ela me trazia. E enquanto olhava para uma poça d’água, que refletia a luz do poste bem na minha cara, e o que me deixava perceber que a neblina ainda continuava, eu pensava: naquela noite, daquele ano, que a gente colado  vivia, que fortemente chovia, e nós, com mais uma das loucas  ideias  suas, nos despimos e corremos para chuva pelados, rindo um do outro, correndo para um lado e para o  outro, feito dois loucos, e quando o meu queixo batia de tanto frio que eu sentia, com seus beijos intermináveis  tu me aquecia, e eu logo bem ficava. Daí depois, como duas crianças, tu atrás de mim corria, e eu fugia, me escondia, no meio daquelas plantas vivas, que ao nosso jardim pertencia. Então, você me achava, e como era noite, a gente se esquentava e  alí  mesmo se amava. 
    
Essa foi para mim, uma das noites mais lindas, divertidas e inesquecíveis que vivi com tu. E hoje, quando chove, me vem na cabeça esse momento que juntos vivemos, e no peito, a saudade de tu, que é tudo o que tenho aqui dentro.




(Sousa Neto)