terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MÚSICA


Vou dizendo de antemão:
A faço estrela pálida do meu dia
Da música, o combustível dos meus pés
Fiz, faço,  farei...

Ancoro-me
Em  um cais de monotonia
E a nenhum lugar eu vou
Se não  a tenho todo dia, o dia todo

Casamento de sons,
A companhia no alto da noite
Música, tem seduções de nostalgias
Exala aroma do passado

Ouví-las numa harmonia
Acorda lembranças 
 Faz expressar- se no rítmo,
o corpo
É p’ra mim, meu exílio

( Sousa Neto )

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sob o Sol de Mossoró




Era meio dia
Quando olhei triste
O sol abraçar minha Mossoró:
Abraço escaldante, dourado
- até por de mais!
De causar cegueira, franzir cenhos

Era meio dia
Quando olhei triste
O sol inundar ruas e ruelas de Mossoró
Causando enchente de raios
Deixando prédios, casas e filhos teus
Esbaforidos..

Era meio dia
Quando olhei triste
Mossoró tornar-se um belorque
No colar do sol
Mas foi dos meus olhos
Que o suor partiu.

( Eu, Sousa Neto )

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Negros versos II

O viver  é um estrela cadente...
Hora escura, hora acesa
Mas a riscar o chão céu num livre cair...
E  no passar dos dias,
Vai se desfazendo, retornando pro pó.

( Eu, Sousa Neto )

domingo, 6 de julho de 2014

Desafogos




No  violento
Desabar do céu
Faz-se necessário
O despejo de lágrimas salgadas
E olhos...
Sobre o breu do quarto à noite
A fim de deixar bater as asas,
Os maus sentimentos

( Eu, Sousa Neto )

domingo, 11 de maio de 2014

Meu Sonho

 Era 3:00 a.m, quando depois de deveras lutar na tentativa quase vã, de levantar as pálpebras dos olhos para libertar-me dum sonho nebuloso e assustador, que consegui o fazer.
     Pairado, e paralisado no ar, vi meu corpo em riste numa certa altura acima da cama, executando de forma igual a posição em que o Jesus Cristo ficou na cruz. O móvel onde se repousa, vívido chacoalhava, oscilava, como nos filmes de exorcismo, pois pude ver no instante em que minha cabeça fez um giro de quase 360 graus. Vivendo também a realidade, senti o estômago amassado como uma bola de papel, e o meu  corpo num árduo labor, se esperneando, tentando despertar, tirar as bigornas que tinham postas sobre minhas móveis pregas que protegem cada globo ocular. Deixei sair um grito abafado, perfumado de dor, de agonia e aflição, ao ver o meu corpo despencar, ser arremessado com tamanha força contra a cama, quando em fim, com a respiração arfante, e a pele encharcada de suor...acordei, me livrando de um real pesadelo pelo qual atravessava angustiadamente.


( Eu, Sousa Neto )

segunda-feira, 24 de março de 2014

Sobre Os Abraços




Abraços:
de braços, um enlace
apertados, de palavras doces
feito.

Abraços:
fogueira onde
Queima-se a lástima, a ânsia
O contentamento...
E no deselance,
A dor, alivia.

( Eu, Sousa Neto )

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pela Madrugada



Com os olhos cerrados, 
Pra escuridão, voltados
Descemos pela garganta da noite
Onde o corpo, no capuz do repouso, se vai...
E nebulosas imagens vivemos.


( Eu, Sousa Neto )

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Um Pulsar



Pulsa em chamas,
O desejo meu de consumir-te,
De degustar –lhes

Minuciosamente, lentamente
Faria –o,  como bebericar
Um velho vinho
E beber-te-ia aos poucos.


( Eu, Sousa Neto)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Gatos



Eu quero é a calmaria de um gato,
A certeza como o gostar de carnes, de ratos
E nos tetos pincelados de luz lunar,
Galgar...

( Eu, Sousa Neto )

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Full Moon


A full moon in the face of the sky
Glowing over my head
Illuminating my skin, my road
Clearing everything in the dark of the night
You were...


( Eu, Sousa Neto )

domingo, 26 de janeiro de 2014

Black Cloud




Due to this cloud
- grey, dark cloud
I can’t see the sun
Except a gloomy day
Waving to me

(Eu, Sousa Neto )

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Efêmeras Nuvens



Ah! Essas nuvens passageiras
Que vêm na ponta dos pés,
Do nada, eclodindo...
Fazem chover sobre campos
- secos, abandonados e solitários campos

Mas tão lentas, súbitas
E barulhentas quanto um túmulo
Pro nada, retornam
O que você foi pra mim!

( Eu mesmo, Sousa Neto )