Subitamente infiltrou-se porta
adentro no meu lar, você. Na minha vida, entrastes a fim de fazer lacrimejar os
olhos meus, sofrer e, de me furtar a paz a cada um minuto. Causando congestionamento
nos aspectos do meu transitar, tu, atrasou minhas atividades cotidianas, me
sugou as energias, e me aplicou uma dosagem de dor física com suas agressões,
resultando em abalos sísmicos no meu ser. Nas suas crises de raiva, ou de ciúmes talvez,
o meu nariz tornou-se o alvo do seu esmurrar, o que veio dá forma a um espirrar,
um arder, fazendo-o também escorrer. Quando ainda consumida pela ira, me sufoca a
garganta, e constrói com isso o tossir, despertando em mim o afã por um
vomitar. Queria eu saber onde estava com a cabeça no momento em que dei-te a
chance, sem perceber, de introduzir-se no meu caminho, pois vantagens e beleza
alguma tu tem. Embora todo esse meu penar, a única coisa que vomito nos teus
pés, são pedidos perfumados, palavras suplicantes rogando para ir-te embora,
para que eu possa retomar minha rotina sem ter que me preocupar com você, gripe,
que no meu corpo viestes à passear.
( Sousa Neto. 21.05.2015 )