Porventura estou eu louco?!
Quando a
noite a casa dorme
E eu mal
cerrar os olhos
Para o
descanso posso
Os meus
tantos infernais pesadelos
Buscar-me vêm
Para viver
oníricos e assombrosos contos
No escuro
mundo do além
Nos longos e
gélidos braços
Destes maus
sonhos fui...
Durante essa
cruciante vivência
De vozes
incomprensível uma miscelânea
Ouvi
Meu corpo
possuído pairava no ar
Lábios frios
da carnívora morte
Sobre as
faces minhas
Deitava um
beijar
Munidas de
energias
Negativas, perturbavam-me, presenças
Ruídos duma
velha máquina de costurar
Ouvidos meus
ao meio, partiam
Como um
machado a lenha a cortar
Pálpebras que
revestem cada
Globo ocular
meu, sobre elas,
Toneladas e
toneladas...
Me imobilizara o medo
A agonia pelo
despertar, crucificava-me
Porém ainda
assim,
Não sei se
esses devaneios
São sombra,
dia ou luz
( Sousa Neto, 28/10/2015 )
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