terça-feira, 24 de maio de 2016

Assombros




Porventura  estou eu louco?!
Quando a noite a casa dorme
E eu mal cerrar os olhos
Para o descanso posso
Os meus tantos infernais pesadelos
Buscar-me vêm
Para viver oníricos e assombrosos contos
No escuro mundo do além

Nos longos e gélidos braços
Destes maus sonhos fui...
Durante essa cruciante vivência
De vozes incomprensível uma miscelânea
Ouvi

Meu corpo possuído  pairava no ar
Lábios frios da carnívora morte
Sobre as faces minhas
Deitava um beijar


Munidas de energias
Negativas,  perturbavam-me, presenças
Ruídos duma velha máquina de costurar
Ouvidos meus ao meio, partiam
Como um machado a lenha a cortar

Pálpebras que revestem cada
Globo ocular meu, sobre elas,
Toneladas e toneladas...
 Me imobilizara o medo

A agonia pelo despertar, crucificava-me
Porém ainda assim,
Não sei se esses  devaneios
São  sombra,  dia ou luz

( Sousa Neto, 28/10/2015 )


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