quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Agridoce





É sentir tamanha agonia
Ao viver no inferno
Ao viver no paraíso
De ter o coração em chamas
Por alguém e não ser retribuído


( Sousa )
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Estiagem





Devido  a seca
A única   chuva que cai
É dos  olhos dos  camponeses

( Sousa )

domingo, 14 de outubro de 2012

Exercitar-se





Para pintar uma vida saudável
É necessário usar o exercício físico como pincel
Mergulhe de cabeça nas aulas de Educação Física
Imagine que seus braços e suas pernas
São asas emprestadas pelas borboletas,
E corra, nade...

Sinta o bem estar
Deslizar sobre a sua pele - 
Feito a água da piscina
Libertando-lhe do sedentarismo.

( Sousa )

domingo, 19 de agosto de 2012

Sol, O





Como um buraco amarelo,
Todos os dias ele se abre
Lá em cima, em meio ao infinito
Tecido azul que nos cerca 


Rompendo nossos sonos
Com uma chuva de ouro,
Todas as manhãs
Ele resplandece e aquece

Seu tão intenso brilho,
Causa agonia aos olhos, suor, calor...
Revela bocas sedentas
E lábios rachados, como o chão seco do sertão
Porém, uma luz para os corações
Que moram no breu da noite.

Mas, do Sol
Tornou-se mais difícil -
No intervalo entre uma escuridão e outra
Suportar o peso dos raios  de hoje.

( Sousa )

sábado, 5 de maio de 2012

Anoitecer




No firmamento,
O resto da tarde, lentamente, se vai,
Por trás da linha do horizonte,
Fazendo uma junção
Do laranja com o vermelho,
Enquanto as estrelas
Vão tomando o seu lugar,
E, aos poucos, destacando – se,
Ganhando glória...

Os ventos começam a soprar,
 Com mais umidade,
O nosso rosto e os leques
Dos carnaubais do sertão
Até que o véu negro da noite nos cobre
E a luz do luar banha de prata os telhados
Quando, com prontidão, dizemos: Boa noite!

( Sousa )

Foi tu








Foi tu, que embarcou naquele trem
Resolveu viajar para contemplar novas paisagens
Deixando-o naquela velha estação
Segurando nas mãos, uns pedaços de coração
Foi tu, em outro mar mergulhar
Foi tu, quem ordenou que retirasse todos
Os trilho para ter como retornar.
Foi tu, que fez sentir o gosto azedo do desamor.
Foi tu...
Tu se foi!

( Sousa )

domingo, 11 de março de 2012

Aqui, na vida


Em cima desse palco,
Iluminado por todos estes astros
Sem saber atuar
Sem saber interpretar
Tropecei, cai e me arranhei
E vi o sangue escorrer...

Então, vaiaram-me, aplaudiram-me!

Mas aqui, ainda na vida
Sob a gritante luz solar do meio dia
Antes que as cortinas se encerrem
Antes que tudo se apague
Com a mais aguda voz
Hei de cantar! Hei de cantar!





( Sousa)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Efeitos dum sorriso

Os pilares se estremeceram
As paredes desmoronaram-se adentro
Senti as faces queimarem- como fogo
Um vermelhidão invadiu o rosto,
Ao ver o teu sorriso
Iluminando aquela tarde tempestuosa.




( Sousa )

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Na casa do ser







Quanta solidão!
Como pode entrar sem pedir licença
Tapar os  olhos,
E  impedir de enxergar
E de sentir na  pele,
Os dourados raios de sol
De um belo dia?

Quanta! Quanta solidão!
Sobre os móveis -feito poeira-
Ela se assenta por toda parte
Da casa do  ser,
Ou se dispersa pelo chão,
Os  olhos sempre a encontrarão.


( Sousa Neto )