domingo, 19 de agosto de 2012

Sol, O





Como um buraco amarelo,
Todos os dias ele se abre
Lá em cima, em meio ao infinito
Tecido azul que nos cerca 


Rompendo nossos sonos
Com uma chuva de ouro,
Todas as manhãs
Ele resplandece e aquece

Seu tão intenso brilho,
Causa agonia aos olhos, suor, calor...
Revela bocas sedentas
E lábios rachados, como o chão seco do sertão
Porém, uma luz para os corações
Que moram no breu da noite.

Mas, do Sol
Tornou-se mais difícil -
No intervalo entre uma escuridão e outra
Suportar o peso dos raios  de hoje.

( Sousa )

3 comentários:

  1. Legal!! He he he. Como sempre, Sousa se superando!! Parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Oi Sousinha!
    Que maravilha!!!
    A cada poesia você amadurece e nos oferece uma viagem fantástica.
    Parabéns!
    Bjos

    ResponderExcluir
  3. Obrigado, LU. Te adoro. Valeu, ALencar.

    ResponderExcluir