quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Relato de uma manhã nostálgica
Na manhã de hoje quando eu vinha caminhando pelas calçadas das lojas, no coração da cidade (Mossoró-RN), encontrei uma grande e inesquecível professora de História, do Ensino Fundamental, que há muito não a via. Fátima Gurgel foi minha mestre numa das escolas públicas mais antigas de Mossoró, cujo estilo arquitetônico me arrebatava a admiração: a Escola Técnica de Comércio União Caixeiral ou, simplesmente, União Caixeiral, que era como a conhecíamos naqueles anos e funcionava onde hoje é a Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte. Entretanto, com pouco tempo após o meu ingresso na escola, esta passou a ser chamada de Solon Moura, funcionando até os dias atuais, ao lado da Biblioteca, como uma escola voltada para alunos da rede pública do estado. Ao vê-la, subitamente fui arrastado pelas correntes de uma nostalgia violenta para aquela época e para as suas aulas de História onde, também, sempre me faziam viajar ao assisti-las. Abraçamo-nos, trocamos muitas palavras e demos, também, muitas risadas.
Entretanto, eu não só vi minha ex-professora, mas também em sua pessoa, o tempo. O que muito me assustou e me deprimiu bastante. Os açoites do tempo são implacáveis com todos: Fátima já tinha seus cabelos bem banhados na cor prata e o andar meio lento. Mas sempre simpática, sorridente, humana e, sim, minha eterna professora. A qual serei imensamente grato pelas suas orientações e ensinamentos libertadores.
(Sousa Neto)
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